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Apoiamos a instalação de negócios em territórios rurais

Mensagem de Reflexão por Deivison Pedroza

Governo aprova programa de 256 milhões para combater despovoamento no interior

O Governo aprovou hoje o "Programa Valorizar", que tem como objetivo combater o despovoamento do interior do país, através de incentivos ao investimento e à atividade produtiva, no valor de 256 milhões de euros.


Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, Almeida Henriques, disse que este programa resulta da reprogramação dos fundos europeus e de uma linha do Banco Europeu de Investimento (BEI).
Do seu valor total de 256 milhões de euros, 40 milhões de euros são recursos do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e 200 milhões de euros do BEI, havendo ainda 15 milhões de euros de entidades privadas, referiu Almeida Henriques.
Dessas verbas, 38,5 milhões de euros serão aplicados num "sistema de incentivos de apoio local a microempresas" e 200 milhões de euros numa "linha de financiamento para apoio à realização de projetos de base produtiva", que envolve verbas do BEI e um protocolo com a banca, adiantou.
O "Programa Valorizar" prevê ainda um princípio de "mérito regional na seleção dos projetos candidatos aos sistemas de incentivos do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN)", com "discriminação positiva" dos projetos localizados em territórios de baixa densidade populacional.
A criação de "redes nacionais de parcerias territoriais de apoio ao desenvolvimento económico e social de base local" e de um "prémio para o desenvolvimento regional" são outras medidas do "Programa Valorizar".


De acordo com o comunicado com Conselho de Ministros, este programa consiste num "conjunto de políticas de estímulo à atividade económica produtiva de base regional e local, que favoreça o crescimento económico sustentável, a competitividade e o emprego e o investimento empresarial numa lógica de coesão territorial, num horizonte temporal convergente com o novo período de programação dos instrumentos comunitários", de 2014 a 2020.
 Almeida Henriques sustentou que se trata de "uma autêntica mudança de paradigma" no combate ao despovoamento do interior, depois da aposta na criação de infraestruturas.
 "O resultado está à vista. Há, de facto, hoje territórios, concelhos, com boas infraestruturas criadas onde faltam as pessoas. Porquê? Porque não houve capacidade para criar valor nesses mesmos territórios, para fixar as pessoas. Este programa visa exatamente dar resposta a essa questão", afirmou.
in Dinheiro Vivo

"Sete propostas para Portugal"


Portugal tem de assumir um forte sentido de urgência em torno da inovação, pois dela dependerá não só a nossa capacidade competitiva, mas também a criação sustentada de emprego de qualidade e a coesão social.  

De acordo com a OCDE, em países como a Áustria, Finlândia, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos, a inovação foi responsável por três quartos do crescimento da produtividade do trabalho entre 1995 e 2006.

Reforçar o investimento na inovação é crítico para uma retoma sustentável. Como afirmou recentemente o presidente da Comissão Europeia Durão Barroso é necessária uma consolidação fiscal inteligente, isto é, manter ou reforçar os investimentos nestes domínios da inovação, investigação e educação, mesmo no atual contexto. A Alemanha é porventura o melhor exemplo dessa abordagem: apesar de ter adotado um severo programa de redução da despesa pública (com o objetivo de reduzir o défice público para 2,5% do PIB ainda este ano), decidiu aumentar em 10% os investimentos em inovação, o que corresponde a um acréscimo de 12 mil milhões de euros. Em seis anos, duplicou a aposta em investigação e desenvolvimento.

Inovação aqui deve ser vista no sentido amplo: não só novos produtos, mas também novas soluções para os grandes desafios económicos, sociais e ambientais que a Europa enfrente. Nos anos 80 e 90, a agenda da inovação esteve focada exclusivamente nas empresas. Houve um tempo em que os temas económicos e sociais era vistos em separado. A economia produzia riqueza, a sociedade gastava. Na economia do século XXI, isso já não é verdade. Sectores como a saúde, os serviços sociais e a educação têm tendência a crescer, quer em percentagem do PIB quer como empregadores, enquanto outras indústrias têm tendência a decrescer. Em muitos países europeus, o sector social já emprega mais gente do que os serviços financeiros. No longo prazo, a inovação nos serviços sociais ou na educação será tão importante como a inovação na indústria farmacêutica ou aeroespacial. Numa reunião recente em Bruxelas sobre envelhecimento e inovação, que coordenei a convite da Comissão, o representante da Finlândia revelou que nos últimos cinco anos foram criadas na Finlândia mais de 200 empresas na área do envelhecimento ativo. A incubadora para a saúde de Londres, lançada há três anos, já deu origem a mais de 30 novas empresas. No Porto, a Católica lançou um programa de empreendedorismo na área social. Hoje, a Europa precisa de mobilizar a criatividade coletiva para melhorar a sua capacidade de inovação, criando novos modelos de prestação de serviços e novos modelos de negócio para responder aos desafios sociais mais prementes do nosso tempo, incluindo o envelhecimento, o desemprego juvenil e a redução das emissões de carbono.

Um dos maiores desafios que Portugal e a Europa enfrentam é claramente o do envelhecimento da população. As redes sociais e as tecnologias de comunicação são fundamentais para transformarmos este desafio numa oportunidade. Uma nova visão para o envelhecimento passa por uma noção de estarmos ligados: ao emprego, aos sistemas de saúde e de apoio social, aos amigos e familiares. Uma oportunidade de bem-estar e oportunidade de crescimento económico. Onde os mais seniores passam a ser vistos em função das suas capacidades e não apenas das suas necessidades.

Na Europa, "active and healthy ageing" é o tema do primeiro European Innovation Partnership, que tem como objetivo acrescentar dois anos de envelhecimento com saúde por cada cidadão. No âmbito de uma nova política de inovação para Portugal, este deve ser claramente um dos desafios prioritários. Criar condições para os mais seniores terem mais tempo de vida independente, inseridos nas suas comunidades, implicará conjugar inovação tecnológica com inovação social e uma forte colaboração entre as empresas, o Estado central, as autarquias e a economia social, criando novos ecossistemas e desenvolvendo modelos inovadores para a sua implementação.

Uma sociedade sustentável pressupõe um processo de inovação aberto. A grande dificuldade é ligar, intermediar e pôr em contacto pessoas com ideias, pessoas com problemas e pessoas com os recursos institucionais e capacidade financeira. No mundo da inovação empresarial, esse gap foi identificado e, ao longo dos últimos 20 anos, foram criados espaços como incubadoras e centros de inovação, em muitas das áreas da ciência e tecnologia. Não há o equivalente na área social — e essa é uma das razões por que muitas ideias boas não se desenvolvem e crescem. Creio que respostas mais criativas e mais radicalmente inovadoras passarão por novos espaços de colaboração. Precisamos de incubadoras para desenhar serviços, onde participem as pessoas com as mais diversas competências, gente do sector público, do sector privado e do sector social. A verdadeira inovação — adoção de novos modelos, não apenas melhoramento dos modelos atuais — pressupõe aprender com quem é diferente e exige espaços "seguros" para experimentar e testar.

Esta nova vaga de incubadoras permitiria criar o ambiente ideal para um trabalho colaborativo por parte dos três sectores — público, privado e social. Os seus resultados não seriam apenas uma panóplia de inovações, mas também um novo fluxo de novas empresas em mercados promissores, como a saúde, assistência social, educação e negócios verdes. Há exemplos muito interessantes por esse mundo fora.

O sistema financeiro atual não está vocacionado para financiar o tipo de inovação necessária para dar resposta aos grandes desafios sociais. Ao contrário dos mercados comerciais, em fase de maturidade, estamos ainda longe de encontrar os sistemas de financiamento adequados para as inovações sociais mais promissoras. Impulsionar novas fontes de criação de riqueza, aumentar a competitividade e dar resposta às necessidades sociais não são objetivos incompatíveis. É necessário desenvolver produtos financeiros com retorno simultaneamente financeiro e social. Exemplo: social impact bonds ou community impact bonds. Trata-se de um contrato entre uma entidade do sector público e os investidores, pelo qual estes se comprometem a aplicar o seu capital na melhoria de um indicador social. O empréstimo é levantado no mercado, por conta e risco dos investidores, e usado para financiar um conjunto de intervenções que têm objetivos específicos e quantificados. Ao possibilitar a mobilização de investimentos não-estatais, as obrigações de impacto social irão levar à canalização de mais recursos para serviços preventivos, os quais podem ter um impacto direto, por exemplo, nos crescentes custos sociais e de saúde. O Estado paga apenas pelos resultados sociais positivos alcançados, através da partilha com os investidores de parte das poupanças alcançadas. A evolução demográfica deve levar a uma reflexão sobre a própria natureza e finalidade dos fundos de pensões.

Uma forma de assegurar uma remuneração passaria por serviços em espécie, desde saúde a residências assistidas.

Cortar nos desperdícios é fundamental, mas não chega: fazer mais com menos implica inovar radicalmente, isto é: introduzir novos modelos de negócio, novas formas de fazer, abertura da cadeia de valor. O crescimento das necessidades sociais, em conjunto com as restrições orçamentais, exige novos modelos de serviço público. O que é que isso implica no Estado? Mais eficiência, obviamente. Mas também uma nova visão, capaz de mobilizar e envolver a sociedade na criação de novas soluções. A forma mais óbvia de reduzir o défice é eliminar ou reduzir serviços públicos. A forma mais inteligente é mobilizar a sociedade para criar novas soluções para as questões sociais. Em vez de reduzirmos a oferta de serviços públicos, a grande prioridade deve ser reduzir a procura. Como se faz? Se eu prevenir o crime, fica mais barato do que pôr mais polícias na rua. Se melhorar a autonomia dos doentes com doenças crónicas, estes não precisarão de ir constantemente ao hospital. Se criar as condições para os mais idosos ganharem autonomia e ficaram mais tempo nas suas residências, não tenho de construir residências. Este tipo de inovação social é nevrálgico.

Portugal não cresce e está perante o espectro de um desemprego crescente. A saída desta crise requer que tenhamos a ousadia em assumir um desafio coletivo: transformar Portugal numa start-up nation. Só um surto de novas iniciativas empresariais pode criar emprego e abrir perspetivas de futuro. Isso pressupõe apoiar as grandes empresas de amanhã, não apenas as grandes empresas de hoje.

Isto significa facilitar o acesso a financiamento, criar um ambiente atrativo para capital de risco, levar os bancos a financiar novamente as PME e insistir que uma fatia muito maior do orçamento de compras públicas seja alocada a este segmento de empresas.

Isso implica uma nova atitude e uma nova política radicalmente nova, assente no apoio à emergência e expansão de empresas inovadoras e de elevado crescimento. Estas empresas são consideradas motor de crescimento que pode levar a mudanças estruturais na economia. São fundamentais para aproveitar as oportunidades abertas por novas indústrias e sectores em crescimento — e não falo apenas de novos sectores, mas também de sectores ditos tradicionais, do turismo ao calçado, onde Portugal é competitivo.

Só a emergência de uma vaga deste tipo de empresas permitirá vislumbrar que algo de verdadeiramente novo e estrutural se passa na economia portuguesa. Empresas inovadoras de elevado crescimento são essenciais para a performance dos países em termos de inovação e crescimento. Nos Estados Unidos, entre um terço a metade do crescimento da produtividade na indústria deve-se à transferência de quotas de mercado de empresas antigas para novas empresas inovadoras e de elevado crescimento. Não só são mais inovadoras e exportam mais, como criam mais emprego. Entre 1977 e 2005, sem start-ups não teria havido crescimento líquido de emprego.

Um estudo feito há dois anos pela agência de inovação inglesa mostra que, neste país, entre 2002 e 2008, as empresas de crescimento rápido representavam 6% do número de empresas e 60% dos 5,4 milhões de novos postos de trabalho criados. Em suma: é nos momentos de crise que podemos testar e criar novas soluções. São tempos para sermos frugais nos custos, mas exuberantes na criação de novos futuros possíveis. E esse o desafio da sustentabilidade.
Fonte: Expresso, 2011-07-16

Unidade de Missão Local



"Quando o Lehmans Brothers  faliu, era dono de um banco no Norte da Alemanha, que detinha uma sociedade financeira na Baviera que tinha comprado uma correctora em Turim que controlava uma sociedade francesa, que adquiriu o capital de uma sociedade madrilena que comprou uma fábrica de texteis em Vila do Conde, ...e o meu cunhado foi despedido na semana passada.

É injusto porque ele fazia muito bem os casacos.
Solução: Comprar o Lehmans Brothers!"
José Pedro Cobra, TEDxCascais


Este trecho humorístico de José Pedro Cobra revela a capacidade dos portugueses de complicarem o problema até ao momento em que a solução se torna impossível.

São conhecidas em Portugal as áreas que atravessam as maiores dificuldades: Indústrias de mão de obra intensiva e sector público.

Sabemos que estes sectores vão desafectar mão de obra.
Será confortável para cada um dos leitores que a responsabilidade da solução seja do Governo. Liberta-nos para focarmos no problema.

Não é credível que o AICEP consiga captar 308 novas "fábricas", com a capacidade de empregarem 600.000 trabalhadores.

Isto significa que qualquer solução para o desemprego passará pelos recursos locais: Municipios; Escolas; Empresas

Torna-se por isso urgente que as entidades locais assumam as rédeas da solução.
Em conjunto, estas entidades saberão identificar soluções locais para a melhoria da competitividade económica e social.

Reclamar ao Governo uma solução, significa estar disponível para ser figurante. E não ator.


Texto de Frederico Lucas com Alexandre Ferraz.

Redesenhar o Futuro (*)



Faltam 10 dias para o fim do mês.

Os trabalhadores suspiram por essa data. Os empresários entram em ansiedade, porque sabem que sem vendas não há cobranças e sem estas não haverá dinheiro para salários.

Todos sentem a crise. Por si, ou por alguém muito perto.
Todos sabem que o jogo entrou em "ciclo vicioso". Os custos aproximam-se a grande velocidade das receitas.

Mas o Ser Humano não veio à terra para se enredar na economia. E ainda menos para ser escravo dela.

Dizem os anciãos que na passagem pela terra, o Homem tem três missões: Plantar uma Árvore; Ter um Filho; Escrever um Livro

Muitos portugueses vivem a experiência da paternidade. Outros tantos alimentam blogues com relatos da sua aprendizagem.
E a árvore?!

O regresso ao campo é a concretização dessa missão: Cuidar de um pedaço de terra. Torná-la fértil.

O mundo pode estar louco. As cidades podem estar loucas. Mas o campo não está louco. E espera pela atenção e cuidado de todos.

Está na hora?

(*) Redesenhar o Futuro é o título das apresentações a cargo do Programa de Repovoamento Rural Novos Povoadores

Vida sem Máscara!


Pessoas com vidas interessantes não têm fricote. Elas trocam de cidade. Sentem-se em casa em qualquer lugar. Investem em projetos sem garantia. Interessam-se por gente que é o oposto delas. Pedem demissão sem ter outro emprego em vista. Aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram. Estão dispostas a mudar de cor preferida, de prato predileto. Começam do zero inúmeras vezes. Não se assustam com a passagem do tempo. Sobem no palco, tosam o cabelo, fazem loucuras por amor e compram passagens só de ida.

Martha Medeiros

A explicação da Dívida em português suave




Explicar a economia portuguesa em poucos parágrafos é perigoso e necessariamente imperfeito.


Portugal tem no seu ADN um apetite especial para viver de recursos alheios.

Desde a Rota das Índias aos Fundos Estruturais, tudo serve para viver desafogadamente com o produto do trabalho alheio.

Quando os Fundos Estruturais entraram em declínio, um novo milagre ocorreu com o nascimento da moeda europeia: empréstimos externos a uma taxa tendencialmente nula.

O sector da construção percebeu muito cedo o novo milagre: entre as PPPs e o imobiliário, o foguetório parecia não ter fim.

Ao contrário daquilo que deveria acontecer, a regulação ficou a dormir.
Era um negócio que interessava a todos: banca, governo (criação e postos de trabalho), autarquias (beneficiárias das SISAs e não só).

Neste contexto, com a banca a emprestar a empresas de construção com garantia pública e a controlar simultaneamente a valorização imobiliária, o Mundo da Barbie estava montado. E nem o Ken faltou à encenação.

Em desgraça caíram todos os outros sectores da economia que não beneficiam de garantias públicas de crédito.

Lamentavelmente, entre estes estão os sectores que produzem riqueza. E sem capital, não ocorre a produção de "transaccionáveis", passíveis de exportação.

Sem exportações, a dívida cresce. E continuará a crescer até que cada um de nós compreenda que esse tem de ser o desígnio de uma economia sobre-endividada.

E assim chegamos à desgraça, consequência de políticas erradas de desenvolvimento.
A mudança é dura, mas necessária.
O reino da construção e das empresas públicas chegou ao fim.

Precisamos de dar novos mundos…a Portugal!


in Re-Visto

7 anos de reflexão sobre a "vida rural"!


Amanhã, 25 de Setembro, comemoramos o 7º aniversário do Blogue que esteve na origem da nossa reflexão para o reequilíbrio territorial.
O primeiro texto foi dedicado ao InterCidades da CP. Um activo sobre a mobilidade inter-regional.

Precisamos de recuperar a nossa agricultura. Os economistas conhecem os riscos da dependência alimentar de mercados externos.

Sem a criação de valor nos territórios rurais, a dependência económica sobre o sector público impede a redução de impostos. Uma preocupação comum aos fiscalistas.

Para a melhoria da qualidade de vida, devem existir uma diluição demográfica pelo território. Quer a excessiva concentração metropolitana, quer o isolamento, afectam a harmonia social. Tema de estudo dos sociólogos.

Aos geógrafos, cabe a responsabilidade de compreender o impacto do despovoamento na desertificação. Os fogos florestais são causa e consequência deste processo.

O território rural precisa de gente!

Por isso, este blogue é um espaço multidisciplinar sobre a inclusão dos excluídos. Gentes e territórios. E sobre a necessidade de implementação de novas estratégias: Inovação.

O blogue Inovação & Inclusão está a cumprir a sua missão!

“Com desinformação as pessoas são manipuláveis.”


A frase pertence a Luisa Schmidt, proferida durante a conferência “Presente no Futuro” que se realizou nos passados dias 14 e 15 de Setembro, no CCB em Lisboa.
Durante estes dias, políticos, investigadores e empreendedores pisaram os palcos da conferência, com a missão de discutir o Portugal que desejamos para 2030.
“Será que os portugueses detêm a informação necessária para que possam decidir livremente?”
António Barreto, Presidente da Fundação organizadora, sublinhou esta pergunta de resposta simples.
Os discursos partidários são vazios de conteúdo e ricos em Soundbites. Ninguém explica a dívida, porque não interessa.
Vivemos tempos de desinformação. Para melhor manipular “as massas”, registou Luísa Schmidt.

João Miguel Tavares pediu desculpa aos "Senhores Grisalhos" para os lembrar que os seus Direitos estão a ser pagos pelos seus filhos.
Isabel Vaz valeu-se da sua experiência de trabalho em contexto hospitalar para destacar a importância da visão de longo prazo. Por oposição ao “imediato”, que define a maioria das nossas opções.
O Poder Político dispoe de informação que não partilha. Porque não consegue conciliar os programas eleitorais com as necessidades da população.
Já conhecemos o resultado.
Fernando Henrique Cardoso, convidado de honra deste evento, trouxe uma mensagem de tolerância para um mundo mais próximo. Com várias culturas e religiões: ”O mundo precisa de uma regulação que respeite todas as realidades.”
Alexandre Soares dos Santos fechou a conferência: “Precisamos de ensinar aos nossos alunos a diferença entre discussão e confronto. Falta-lhes a capacidade de argumentação.”
Para respeitarmos a DIVERSIDADE, digo eu.

in re-visto

A Estratégia de Pedro Passos Coelho

A comunicação ao país de Pedro Passos Coelho surpreendeu tudo e todos.
Ninguém vislumbrou vantagens nesta estratégia de transferir para as famílias parte dos custos sociais.

As familias vão ficar com menos dinheiro. As empresas também.

Todas as empresas que estão orientadas para o mercado interno vão ressentir-se desta medida. As grandes empresas - em particular o retalho e a banca - vão ser as maiores vítimas. O consumo vai contrair, o incumprimento bancário vai aumentar.
O facto das grandes empresas portuguesas dependerem do mercado interno explica a parte mais importante da nossa crise económica.

Era mau demais para ser verdade.

Com esta medida, Pedro Passos Coelho está a chamar multinacionais para Portugal.

Mas não são todas. São apenas as que dependem do mercado global, uma vez que a evolução do consumo interno é uma incógnita para muitos.

Com esta medida, o governo espera criar postos de trabalho com empresas estrangeiras. Convenhamos que a estratégia estava montada: flexibilização do mercado de trabalho.

Terá o AICEP o "caparro" suficiente para a digestão desta medida?

Se Pedro Passos Coelho não tiver em carteira um conjunto de novos projectos para instalar em Portugal, teremos o caldo entornado.


Frederico Lucas, Técnico de Dinamização Territorial

Declaração de Interesses: O autor deste texto é promotor de iniciativas para a captação de empresas globais para o território rural português.

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