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Inovação e Inclusão: PNPOT - O País que queremos!

No tema 4 do PNPOT, "O País que queremos: um desafio para o ordenamento do Território" do Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território diz no seu parágrafo 33 o seguinte:

"Elevados níveis de bem-estar incluem também o reforço da possibilidade de optar por modos de vida locais diversificados, assentes em soluções de proximidade e na melhoria das condições de acessibilidade e mobilidade. O lugar onde os portugueses vivem a sua vida deverá corresponder, cada vez mais, a uma escolha individual, e não a uma imposição
penalizadora. Importa, por isso, valorizar as comunidades locais, reforçando, em simultâneo, os espaços de vizinhança e a sua inserção urbana e territorial. O desenvolvimento de novas formas de acessibilidade, nomeadamente através da generalização da banda larga na Internet, poderá constituir o suporte dessa maior liberdade de escolha do quadro residencial."

Isto depois de "O lugar onde se vive não pode ser um factor de penalização em domínios básicos da vida colectiva. A garantia universal de níveis mínimos de qualidade de vida e de prestação de serviços constitui a base da estabilidade territorial. As oportunidades de trabalhar, residir e viver serão, assim, mais equitativas em qualquer parte do território nacional."
- Esclarecedor sobre a manutenção dos serviços públicos!

Em conclusão, diz "Valorizar a diversidade dos territórios, garantindo em todo o País o acesso ao conhecimento e aos serviços colectivos e boas condições de mobilidade e comunicação, favorecendo as opções por diferentes espaços e modos de vida."

Está tudo escrito neste documento. Agora pergunto: É para levar a sério?

UE: Portugal é o quinto país que mais progrediu na informatização da administração pública


O relatório sobre a evolução da informatização dos serviços públicos na União Europeia (UE) coloca Portugal no quinto lugar entre os países que mais progrediram. O coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, afirma que este resultado demonstra que o projecto do Governo está a ser cumprido.

O relatório de Bruxelas, que a Comissão Europeia divulga hoje, conclui que Portugal foi o quinto país da UE que mais progrediu em administração electrónica nos últimos dois anos e que é o 11º país entre os 25 Estados-membros com melhor nível de sofisticação de administração online, em termos de interactividade e oferta de transacções na Internet, encontrando-se acima da média europeia.

Estes dados "mostram que agenda de prioridades, o Plano Tecnológico, está a cumprir-se nas suas várias dimensões", considerou Carlos Zorrinho, que também é coordenador nacional da Agenda de Lisboa.

Na disponibilização de serviços, Zorrinho deu como exemplo o lançamento do ViaCTT,o serviço dos CTT que permite a qualquer cidadão, empresa ou instituição ter uma caixa de correio virtual.

Zorrinho citou ainda o lançamento do portal NetEmprego, uma bolsa de emprego electrónica que se insere no segmento da formação profissional.

Estas três áreas integram o programa do Governo para a Sociedade Informação e "evidenciam o trabalho determinado que tem sido feito ao longo dos últimos meses", sublinhou Zorrinho.

"Estamos satisfeitos [com o relatório da Comissão Europeia], mas ainda há muito trabalho para fazer", salientou o coordenador, adiantando que este resultado pode ser visto como "um indicador avançado" da economia portuguesa.

Quase 50 por cento dos serviços públicos analisados estão totalmente disponíveis na Internet

De acordo com o relatório, a sofisticação dos serviços públicos, em termos de interactividade e oferta de transacções online atingiu os 75 por cento em Abril de 2006 no cômputo da União Europeia e Portugal ficou acima da média comunitária, surgindo em 11º da lista com um valor de sofisticação a rondar os 80 por cento (em Abril de 2004 ficava abaixo dos 70 por cento).

O estudo, que compreendeu o exame de 14 mil sítios de Internet nos 25 Estados-membros mais a Noruega, a Islândia e a Suíça, indica ainda que quase 50 por cento dos serviços públicos analisados estão totalmente disponíveis na Internet. Também neste parâmetro Portugal regista um valor acima da média comunitária, ocupando o 10º lugar entre os 25.

De acordo com o relatório, cerca de 60 por cento dos serviços públicos em Portugal estão totalmente disponíveis na Internet, quando em Abril esse valor ficava aquém dos 40 por cento. A Áustria é o Estado-membro com nota mais elevada, quer a nível de sofisticação, quer a nível de disponibilidade dos serviços online, surgindo em ambos os casos a Letónia no fim da tabela.

in Público 29.06.2006 (Texto integral)

Inovação e Inclusão: O Reverso da Medalha


Tal como na Europa, boa parte da população activa pratica teletrabalho. O modelo mais usado nos EUA é o regime misto, isto é, trabalham 3 a 4 dias em escritórios e os restantes dias da semana em casa.
Esta situação ocorre porque há necessidade de controlo de custos nas empresas, a subida dos custos de combustíveis torna esta opção mais aliciante para empregados e empregadores.

No entanto nem tudo são rosas. Recentemente um funcionário do Departamento de Defesa dos EUA levou para casa um portátil da organização que continha o registo militar de 25.000.000 ex combatentes americanos, para efectuar uma análise estatística.
Sucede que a sua casa foi assaltada e o referido portátil roubado!

Este caso é uma excelente lição sobre métodos em teletrabalho.
Sempre que o objecto é informação confidencial, situação corrente nas empresas, o teletrabalho deverá funcionar sempre sobre um servidor central e não com os dados gravados no próprio portátil, pois o risco de roubo irá minar a confiança do empregador nesta modalidade de trabalho.

Entretanto o portátil já foi devolvido ao FBI!

Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território: Preâmbulo



Está neste momento em discussão pública o Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território.

Trata-se de um programa a 25 anos que pretende definir métodos e etapas para o ordenamento do território.
A questão que sobressaiu da minha primeira avaliação é que este programa prevê o crescimento das grandes cidades em detrimento do interior do território.

Sendo as grandes cidades um dos maiores entraves ao crescimento do país, face aos custos económicos, logísticos e ambientais que impõem, parece-me ser um programa de premissas erradas.

Será assim tão certo que não teremos nos próximos anos um êxodo urbano? Estarão os empresários e a população tão desatentos à qualidade e baixo custo de vida das médias cidades do interior?

Será que os novos projectos do sector da comunicação e informação, onde se podem incluir a maioria dos call-centers, estarão previstos para as cidades com custos elevados (incluíndo os salariais) quando equiparados às cidades do interior?

Tenho dúvidas. Muitas dúvidas. As tendências das multinacionais são muito esclarecedoras e "PORTUGAL" ainda não percebeu: A relação custos/produtividade da nossa mão de obra está desajustada na economia europeia. Ou trabalhamos esta equação, ou teremos o espectáculo das deslocalizações por muitos anos.

Inovação & Inclusão: Redes Públicas de Internet


Foi hoje lançado o viactt.
Este sistema permite ter gratuitamente uma caixa de correio electrónica livre de publicidade!
Julgo que para a maioria dos internautas esta medida não é grande coisa, uma vez que a maioria já tem caixas gratuitas.
No entanto, estas caixas trazem algumas vantagens:
- Não recebe publicidade
- Não serão desactivadas pelo facto de não utilização
- São um meio seguro para documentos legais
etc.

Mas, apesar de enaltecer o governo por esta medida, existe outra que seria igualmente bem vinda: Internet gratuita nas vilas e aldeias de Portugal.

E o motivo é simples. Como é que um filho de um casal pouco letrado vai convencer os seus pais a assumir uma assinatura de 25 euros mensais para ter acesso á maior rede pública de informação, algo que os seus pais não entendem sequer a sua mais valia?!

...E, para completar o ramalhete, o estado deveria organizar um serviço público de disponibilização gratuita de pc's, para gerir as máquinas desactivadas nos seus milhares de organismos, com o objectivo de as distribuir a essa população rural.

É apenas uma ideia. Uma ideia para a inclusão...

Inovação & Inclusão: "Roteiro para a Ciência"


O Presidente da República iniciou mais uma presidência aberta, desta vez dedicada à Ciência: Roteiro para a Ciência.

O Pedro escreveu em tempos algo que se aproxima à ideia que defendo:

"Acho mal, muito mal, que existam universidades em grandes centros urbanos, uma vez que são o melhor promotor da descentralização do território. Para além disso, polvilham centros de investigação e tecnológicos nas suas áreas limitrofes.

Como referiu Cavaco [Silva], o interior goza de uma qualidade de vida que o litoral desconhece, em clara oposição às CHAGAS URBANISTICAS!"

E a questão que se coloca é saber se fará sentido promover universidades públicas nos grandes centros urbanos, quando os exemplos de cidades universitárias como Braga, Bragança, Aveiro, Coimbra, Faro, Viseu e Covilhã demonstram a dinâmica que as mesmas são capazes de desenvolver autonomamente.

Além disso, os pólos de incubação de empresas que cada uma dessas universidades alberga, têm constituido interessantes iniciativas empresariais de reconhecido mérito europeu.

Dito isto, e em nome da racionalização dos recursos estatais, a dispersão dos polos universitários da Universidade de Lisboa e Porto seriam verdadeiros agentes para a EDUCAÇÃO TERRITORIAL, isto é, a sensibilização da população urbana para as vantagens competitivas das cidades do interior do território.

PT cria 700 empregos em Castelo Branco


"O Grupo Portugal Telecom vai abrir em Castelo Branco um centro de atendimento que abre portas à criação de cerca de sete centenas de postos de trabalho. Um acordo recente com a câmara albicastrense permite não só o avanço deste empreendimento como o arranque das obras de rebaixamento do actual edifício da empresa na cidade, no âmbito do Programa Polis.
Uma dupla-operação que a edilidade recebe de braços abertos.


A Portugal Telecom e a Câmara de Castelo Branco vão assinar na próxima semana um protocolo que vai abrir portas à instalação de um centro de atendimento (call center) daquela empresa na cidade albicastrense. Um equipamento que logo à partida garante a criação de cerca de sete centenas de postos de trabalho, uma vez que é uma estrutura que irá funcionar durante 24 horas com 266 posições de atendimento.
De acordo com aquilo que “Reconquista” conseguiu apurar, os “call centers” são centrais onde as chamadas são processadas ou recebidas e que tanto podem estar ao serviço da própria Portugal Telecom como de outras empresas a quem esta presta serviços. Aliás, este factor é considerado hoje em dia por diversos especialistas como “uma ferramenta altamente competitiva, em segmentos como telemarketing, vendas a retalho, serviços financeiros, pesquisas de mercados e tratamentos de inquéritos, entre outros”. Com diversos “call centers” espalhados pelo país (em cidades como Porto, Coimbra, Évora ou Bragança) o certo é que o de Castelo Branco vai ser o maior fora de Lisboa e a importância desta operação vai fazer deslocar à cidade albicastrense o actual presidente executivo da PT, Miguel Horta e Costa, para se sentar à mesa com os responsáveis autárquicos locais. Em reuniões prévias com o presidente da câmara Joaquim Morão ficou tudo acertado para a instalação deste centro em Castelo Branco, bem como os procedimentos a tomar daqui em diante para o rebaixamento do actual edifício PT na cidade, uma obra envolvida na operação Polis que ainda decorre. Segundo apurámos, essas obras no edifício não condicionam a abertura do “call center”, uma vez que pela sua dimensão este equipamento será colocado em funcionamento noutra zona da cidade. A câmara, segundo confirma ao “Reconquista” Joaquim Morão, está ainda a equacionar qual o melhor local para o instalar, dentro dos equipamentos que tem disponíveis em zonas centrais da urbe albicastrense.
A importância dos “call centers” Numa altura em que as novas tecnologias são avidamente disputadas como armas de competitividade entre empresas, e até entre cidades, a criação deste centro em Castelo Branco vem criar diversos impactos positivos na região, sendo o mais visível à partida, como atestam várias fontes, o do número de postos de trabalho que fixa na cidade. Os próprios responsáveis da PT Contact (empresa do Grupo PT que explora este mercado), num jantar que decorreu com empresários da região na passada semana (ver peça ao lado) destacavam a sua actualidade como “sendo locais onde se disponibiliza a melhor tecnologia de última geração para agilizar e operacionalizar as acções ali desenvolvidas”. Na prática, hoje em dia, já muita gente entrou em contacto com centros deste género, sem o saber, porque quando se telefona para a PT ou para outra empresa na realidade a pessoa não sabe se o atendimento está a ser feito naquele local ou num centro de atendimento especializado. “Podemos criar valor aos nossos clientes”, refere um responsável da PT Contact, “fidelizando e melhorando os níveis de interacção com os seus clientes”. Ou seja, para além de servir a própria estratégia da PT, “se uma outra qualquer empresa quiser nós podemos trabalhar para ela e inclusivamente instalar um centro de contactos dentro das suas próprias instalações com material e pessoal nosso”.
Para Joaquim Morão, esta operação com a PT é duplamente feliz para Castelo Branco. Cria emprego e concretiza a aspiração há muito desejada de resolver a questão do edifício da empresa nesta cidade, considerado unanimemente como um mamarracho. “Empenhámo-nos bastante nesta dupla-operação, sobretudo nesta nova questão do «call center» já que vai certamente gerar fixação de pessoas e mais desenvolvimento numa área de futuro”, refere o autarca, acrescentando que “temos revolucionado a cidade em muitos aspectos, temos contribuído para a criação de emprego, mas pela sua dimensão este é um empreendimento que vai deixar uma marca muito positiva”.
A resolução da questão do edifício merece-lhe também uma palavra:
“recentemente apresentámos em Assembleia Municipal a solução final para aquele espaço que vai rebaixar o edifício e requalificar a praça envolvente, ficando a cidade a ganhar uma nova zona”. A concluir adianta que “este é um excelente acordo para Castelo Branco e para a própria empresa”.
José Júlio Cruz"

Fonte: Reconquista

Inovação & Inclusão: "Roteiro para a Ciência"


Inicia-se hoje a rúbrica "Inovação & Inclusão" no blogue Beira Medieval(*).
Esta rúbrica merecerá todas as terças feiras um desenvolvimento sobre esta temática, demonstrando que a aplicação mais nobre para a inovação tecnológica é a inclusão territorial do Interior na projecto económico português.
O futuro da mesma será ditado pelo interesse que obtiver da sua parte! :-)

Já usei no passado um "Roteiro" do Presidente da República para um post, que foi curiosamente o mais comentado até hoje.

Numa óptica pessoal, as temáticas lançadas pelas "altas figuras do estado" devem ser exploradas pelos grupos minoritários para demonstrar a necessidade de medidas mobilizadores de desenvolvimento. No caso concreto do Blogue Medieval, a temática da inclusão é um excelente rastilho para demonstrar que a homogeneização do território nacional é a medida necessária para a desejada competitividade de Portugal.

Com isto, adianto que o primeiro post será dedicado ao Roteiro para a Ciência!


(*) Blogue inicial onde se iniciou a rúbrica que é actualmente nome de um blogue próprio

Presidencia Aberta: Roteiro para a Inclusão e Contra a Pobreza



No âmbito da primeira presidência aberta, Cavaco Silva surpreendeu os autarcas com declarações concisas sobre as necessidades REAIS para o desenvolvimento integrado do país.
O maior responsável pela remodelação de equipamentos sociais em Portugal disse que as prioridades actuais passam pela intervenção social. Em concreto, pela inclusão social de jovens e idosos.
Por outro lado, referiu a necessidade de medidas estruturantes para a competitividade económica do interior do país.

Foi aqui que inovou: A competitividade portuguesa passa pela homogeneização do território, explorando as vantagens regionais das diferentes organizações. E, aliando intituições regionais ao vigor de outras mais competitivas, poderemos encontrar um caminho para sermos mais fortes.



Por outras palavras, o sucesso económico português passa por parcerias inter-regionais heterogéneas, permitindo a optimização de recursos humanos e financeiros. Além da partilha de conhecimentos!

A pergunta que se coloca é: Em que medida podem as Câmaras promover esses projectos, sem a utilização de MAIS recursos financeiros?

"Apimentando" um pouco mais: Que saidas profissionais pode esperar a "GERAÇÃO DO CONHECIMENTO" no INTERIOR?

Interioridade: Vantagem ou desvantagem?



A propósito do post sobre a evolução da população de Trancoso, iniciou-se uma interessante discussão que venho retomar.
A questão que se coloca é se, nos próximos 20 anos, a "interioridade" é genericamente um factor de diferenciação positiva ou negativa!
Esta minha dúvida advém da constatação que os decisores nas médias organizações vivem cada vez mais a centenas de kilometros dos seus escritórios, convertendo as tradicionais reuniões em teleconferência ou em conferência telefónica.

Alguns dados que vale a pena revelar: O tráfego rodoviário de ligeiros nas autoestradas revela deslocações para os grandes centros entre as 18 horas de domingo e as 10 horas da manhã de segunda. Tráfego no sentido inverso entre as 18 horas de QUARTA FEIRA e as 24 horas de sexta feira. Sendo que entre quarta e quinta feira fazem o circuito inverso 50% dos automobilistas que na noite de domingo se deslocaram para os grandes centros urbanos.
O intercidades e a Rede Expresso revelam os mesmos dados...
Os empresários nacionais de grandes organizações trabalham habitualmente um a dois dias por semana apartir das suas residências. Tratando-se de empresários que têm conseguido encontrar novas oportunidades de negócio para este periodo de estagnação económica em Portugal, não creio que estejam a "dormir" nesses dias de ausência ás suas sedes profissionais.
A reflexão que estes dados nos merece é se não estamos perante uma nova tendência de êxodo urbano (seiscentas referências em lingua portuguesa) sendo as cidades do interior as beneficiárias desse êxodo.

Por outras palavras, se exemplos como o Burgo Medieval de Colleta Di Castel Bianco (na foto) não irão polvilhar o nosso território nacional.
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